segunda-feira, 6 de abril de 2009

TREINO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Nesse pequeno video poderemos ver um pouco como é o trabalho realizado pelos nossos dois maiores representantes da posição na Seleção Brasileira. Como sabemos estamos entre as melhores escolas de treinamento do mundo, senão a melhor da atualidade, com goleiros da nossa nação atuando em todo o mundo e principalmente na Europa. Nosso atual titular da camisa 1 brasileira Julio César está num fase impressionante tanto no seu clube (Inter de Milão) quanto na seleção e seu reserva também vem tendo ótimas apresentações.

sábado, 4 de abril de 2009

Quem foi o destaque do São Luiz no Gauchão 2009 ?


Uma pesquisa realizada no site www.saoluizdeijui.com.br aponta os destaques da equipe no ano de 2009.
Com uma vantagem considerada venceu o goleiro Oliveira. Ele obteve 48,1% da preferencia enquanto que o segundo colocado só obteve 19,8%, mostrando assim o quanto foi valorizado sua atuação durante o Gauchão 2009.

quinta-feira, 12 de março de 2009

TREINO DE FORÇA PARA GOLEIROS


TREINAMENTO DE FORÇA
FORÇA (resistência) – cargas suficientes para 1-2
minutos de execução com 2-3 séries - pausas
de 30-60 segundos. De oito a dez estações.

FORÇA (sub-máxima) – cargas suficientes para 2-3
séries de 5-6 repetições. De seis a oito estações.

FORÇA (rápida) – multi-saltos verticais com componente
Reativo (pliometria) – total (80-120 saltos por sessão de treinamento).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Capixaba e Oliveira brilham no São Luiz


Mesmo jogando em Santa Maria, o São Luiz não se intimidou e conquistou uma bela vitória hoje: bateu o Inter-SM por 1 a 0. O gol foi marcado pelo artilheiro Ronaldo Capixaba, aos 35min do 1º tempo.

Na segunda etapa, entrou em ação o heroi Oliveira. O goleiro do São Luiz defendeu uma penalidade cobrada por Alê Menezes. Vandré sofreu o pênalti, em jogada com Alex Albert.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

o goleiro Oliveira, com atuação destaca - foi eleito o melhor em campo pela equipe da Rádio Progresso de Ijuí (RPI) - salvou o São Luiz.


Jogando em Veranópolis, o São Luiz consegue sua primeira vitória e traz três pontos para Ijuí. O São Luiz iniciou a partida com o mesmo ritmo dos jogos anteriores, sempre mostrando ótimo condicionamento físico. Para a partida o técnico Itamar proveu algumas mudanças como a saída de Xaro para entrada de Kill e o retorno de Barão à lateral-direira.

O gol do São Luiz foi marcado na metade da primeira etapa por Maurício após um bate-rebate na área do VEC. Na segunda etapa, mais uma vez, o destaque foi para o Goleiro Oliveira que impediu, literalmente, a reação do time de Veranópolis.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

CARACTERÍSTICAS DE APTIDÃO FÍSICA GERAL EM GOLEIRAS DE FUTEBOL ADULTO

O principal objetivo deste texto é mostrar alguns índices de aptidão física em goleiras de futebol do S. C. Internacional pertencente à equipe adulta feminina. Todas as goleiras foram submetidas a uma bateria de testes pré-participação ao Campeonato Gaúcho de Futebol Feminino de 2000, que constou de:

1) Variáveis antropométricas (tabela 1): estatura, peso, índice de massa corporal (IMC) e percentual de gordura (foram verificadas por meio de medidas de dobras cutâneas, utilizando-se o equipamento plicômetro, no ponto abdominal, supra-ilíaco, tríceps e subescapular e foi utilizada a formula de Yuhasz, modificada por Faulkner).

2) Variável metabólica (tabela 2): consumo máximo de oxigênio (predito em ml/Kg/min, através do teste de 12min de Cooper), velocidade do limiar anaeróbico (verificado com a formula de Barros, derivada do teste de Cooper), via metabólica atáctica (por meio de cinco corridas na distância de 30m, em velocidade máxima, com pausa passiva de um minuto entre cada corrida) e freqüência cardíaca máxima (FC máxima).

3) Variáveis neuromotoras (tabela 3): velocidade de reação (teste da régua de 60cm), potência de membros inferiores (Sargent Jump test (SJT)), agilidade (Shuttle Run test (SRT)) e o teste de abdominal por minuto.



TABELA 1
Características antropométricas das goleiras de futebol
SC Internacional (n=3)

Idade (anos) Peso (Kg) Estatura (cm) IMC Gordura (%)
20,33 63,13 166 23,09 13,18

5,69 4,71 3.06 2,41 1,68
Os resultados representam a média e o desvio padrão.


TABELA 2
Características metabólicas das goleiras de futebol
SC Internacional (n=3)

VO2max. Limiar Anaeróbico Potência Alática

(ml/Kg/min) (Km/h) (km/h)

42,69 11,16 21,04

6,19 0,97 0,77
Os resultados representam a média e o desvio padrão.


TABELA 3
Características neuromotoras das goleiras de futebol
SC Internacional (n=3)

Veloc. Reação Potência (SJT) Agilidade (SRT) Abdominal

(cm) (Kg.m) (seg) (repetições/min)

25,20 25,73 10,92 64,00

7,66 0,12 0,51 19,08
Os resultados representam a média e o desvio padrão.


Apesar da falta de estrutura tecnológica que temos no futebol feminino, devemos empregar a avaliação funcional como procedimento para verificar se o nível de aptidão físico está adequado e/ou detectar possíveis deficiências que possam interferir no desempenho atlético das goleiras, durante os treinamentos e jogos.

Com o desejo que os resultados deste texto sirva efetivamente como referencia e comparação a treinadores e demais profissionais que atuem no treinamento de futebol feminino, principalmente do Brasil, em que ainda está um pouco pobre sobre publicações que tratem de Goleiras de Futebol Feminino.





Prof. Alex Oliveira

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Acompanhamento da força rápida em goleiros de futebol Junior no primeiro semestre de competição



Alex Leal Oliveira* UFRGS
Osvaldo Donizete Siqueira* LAFIMED/ULBRA
Juliano Rodrigues Padilha* ULBRA (Brasil)

Na atualidade a velocidade e a força são as características mais importantes para obtermos êxito em esportes coletivos (Mouche, 2002). Devido a sua grande importância, a força rápida para o futebol, necessita de testes para o seu controle que constituem num meio eficiente para a orientação do treinamento. O controle da força rápida pode ser avaliado indiretamente de um modo muito simples em diversas modalidades (saltos, chutes, lançamentos e corridas de sprints). A medida da força de salto vertical pode ser facilmente avaliada através da medida de saltos simples ou múltiplos. Na avaliação da força de salto vertical empregam-se os conhecidos "colchões de contato", que permitem a verificação do nível de força reativa individual através da determinação de tempo no ar e a medida indireta da altura do salto (Weineck, 1999).
O goleiro realiza, durante as partidas, uma seqüência de atividades (intervenção-pausa-repouso-inervenção) indicando que o metabolismo anaeróbico alático é o mais utilizado, pois a maioria das ações não passa de 10 segundos (Sains, 2002), atividades estas divididas em saltos, deslocamentos e lançamentos compostos por movimentos realizados com muita potência muscular (Fonseca, 1998).
Este estudo tem como objetivo apresentar a variação da força rápida de membros inferiores de goleiros de futebol Junior, durante o processo de treinamento em um semestre de competições, através do protocolo de saltos proposto por Bosco.

Material e métodos:
A amostra desse estudo é composta por 4 atletas de futebol de campo que atuem na posição de goleiro, do sexo masculino, do clube de futebol S C ULBRA de Canoas. Com média de estatura de 183,5cm +5,92, massa corporal de 76,380Kg +3,76, índice de massa corporal (IMC) de 22,71 +1,29, percentual de gordura de 10,29% +0,76 e percentual de massa muscular de 48.06% +1,11.
As variáveis a serem controladas neste estudo serão as seguintes: Força rápida através de saltos verticais, um utilizando a o componente contrátil e outro além do componente contrátil o componente elástico da musculatura envolvida nos testes.
A avaliação foi efetuada em três momentos do trabalho experimental utilizando testes de força de impulsão vertical através das provas propostas por Komi e Bosco, 1978:
SQUAT JUMP: salto vertical partindo da posição de pé com membros inferiores em semiflexão a 90º, sem executar qualquer movimento prévio e as mãos na cintura. O sujeito efetua um salto vertical máximo. Trabalho concêntrico.
CONTERMOVEMENT JUMP: salto vertical com contra movimento. Da posição de pé, com as mãos na cintura, e mantendo o tronco o mais ereto possível. Descer o corpo flexionando os membros inferiores até quase os 90º seguido imediatamente de um salto vertical máximo.Trabalhos concêntricos, precedidos por uma atividade excêntrica.
A análise estatística dos dados foi realizada, calculando-se a média e o desvio padrão (sd).

Apresentação e discussão dos resultados:
Comparação dos valores individuais da altura de impulsão vertical máxima através do squat jump (S.J.) e counter-moviment jump (C.M.J.), médias e desvios-padrão (sd) entre o inicio e o final do processo de treinamento.
(S.J.) Abril Julho Agosto (C.M.J.) Abril Julho Agosto
GOL 1 31,1 35,9 34,8 GOL 1 35,6 37,5 38,0
GOL 2 38,3 39,3 39,4 GOL 2 42,0 44,4 44,6
GOL 3 35,9 37,1 38,2 GOL 3 39,6 42,2 41,8
GOL 4 30,4 31,8 32,4 GOL 4 31,5 34,6 34,2
Média 34,9 36,0 36,2 Média 37,7 39,7 39,7
SD 4,05 3,15 3,20 SD 5,50 4,44 4,53

O primeiro passo para o inicio de uma temporada é verificar qual o nível de condicionamento dos atletas, sendo esta avaliação realizada através de testes específicos para a modalidade. No inicio da temporada objetiva-se um restabelecimento da condição física dos goleiros. Após um inicio de aprimoramento, busca-se a manutenção das capacidades físicas adquiridas (Saldanha, 2002).
A analise geral dos resultados (quadro acima), nos mostra a adaptação que cada atleta sofre ao longo do processo de treinamento. O mês de abril representa o 1º mês de trabalho e o mês de agosto o término do mesmo. Podem-se observar os substanciais ganhos e/ou perdas entre os três momentos de avaliação. Temos a possibilidade de fazer uma comparação individual de cada goleiro, de um goleiro com o outro ou até mesmo entre o desempenho médio do grupo durante o processo. Em função do grande significado da força rápida para o goleiro, o controle dela pelos respectivos testes representa tema de grande importância para a avaliação do treinamento. Erros na metodologia de treinamento podem ser reconhecidos antecipadamente e corrigidos na comparação dos resultados, podendo ser retiradas valiosas conclusões para o treinamento individualizado específico (weineck, 2000). Pois como mostra o trabalho de Di Salvo & Pigozzi (1998) a força rápida, ao ser submetida a um programa de treinamento individualizado de acordo com a posição do jogador dentro da equipe, foi somada um significativo incremento (14%, p< 0.01) observado no counter-movement jump (CMJ) pelos goleiros do grupo experimental na comparação com o grupo controle. Existe um perfil de força rápida diferente segundo a posição ocupada em campo, já que, em geral, os goleiros são os jogadores com melhores valores em esta qualidade (Garcia et al, 2000). Essa diferença já é esperada, uma vez que os goleiros utilizam basicamente o metabolismo anaeróbico alático como fonte de energia em treinamentos e jogos (Mine, Lotufo e Barros, 1996). Podemos através das médias traçar um perfil de força rápida em goleiros de futebol Junior.

Conclusão:
Podemos visualizar as adaptações que cada goleiro sofre ao longo do processo de treinamento, tendendo a ter um incremento nos testes de força rápida (S.J.) e (C.M.J.). Podendo ser devido ao fato de que o seu treinamento consiste numa seqüência de saltos e atividades anaeróbicas aláticas, executadas sempre em velocidades máximas e sub-máximas. Mostrando que o treinamento individualizado específico pode otimizar a performance do goleiro de futebol.

Referencias:
Carvalho C, Carvalho A, Diferenças de efeitos verificados em dois programas de treino pliométrico. Revista Treino Desportivo.
Garcia J, Villa J G, Rodrigues J A, San Roman, Gaspar J, Moreno C. Archivos de Medicina Deportiva, vol XVII - nº 76 - 2000.
Mine, F, Lotufo, R. F, Barros, T. L. N. Consumo máximo de oxigênio em jogadores de futebol profissional. Revista Âmbito Medicina Desportiva 1996; 3: 5-6.
Weineck, J. Treinamento Ideal. São Paulo - Manole - 1999.